
"[...]Juntos somos esse compasso nas artimanhas de matar um leão por dia, chegarmos em casa e curtirmos um banho junto. Então, naquela noite, apontei pro celular e ela sem entender o puxou e me olhou com aquele rosto de que palavras não traduzem. Não quis expor um sentimento abafado, uma saudade esquecida ou uma paixão viva. Nada disso. Quis apenas deixá-la tentar traduzir como éramos, somos e nos tornamos.
A mensagem: ‘Então, eu estava aqui te vendo e me lembrei daquela sua fissura por tacos mexicanos. Lembrei também da sua consciência que Coca-Cola faz mal, mas que, mesmo assim, não vive sem. E se já desencanou daquela história que falei sobre qual filme é melhor, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças ou Closer – Perto demais, quando o assunto é filme sobre relacionamentos. Te olhando daqui tive uma impressão (leia-se certeza) de que a gente tem uma paixão que é boa, que durou e hoje restam as histórias. E o melhor de tudo, a gente sorri(a) de cada bobagem nossa. E isso é bom. Então, beijo, se cuida e seu ônibus chegou tem um minuto. Saudade!’.
Pode até ser que nós quiséssemos nos encontrar novamente, mas deixo isso a cargo da vida, ela que sabe tão bem o que nos reserva em cada beco, esquina, rua e estradas nessa cadeia de aprendizados e amores."
-Jonas Sakamoto
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