27.4.14

O que eu vi nele

Não, ele não é todo bonito. Ou muito bonito. Eu realmente não sei se ele tem um todo bonito. Ninguém diz que tem. Mas eu vejo algo ali. Ele tem pés bonitos e quando estão gelados, conseguem ficar quentes só em passear pelas minhas pernas.

Entende como a gente combina?

Ele tem joelhos bonitos, também. Não são pontudos, ossudos. Não me machucam ao dormir. As covas das suas costas são um sol em meu gelo, confesso. Quando ele passeia pela casa, quase desnudo não fosse um short velho, cabelo feito ninho em ventania, mas com as costas ao alcance dos meus olhos eu entendo o porquê dele vive em meus sonhos.

Suas pernas peludas, também. Odeio homens que se depilam mais do que as moças. Gosto dos seus pelos – principalmente atrás das coxas.

Adoro suas coxas, também.

E o seu sorriso, é claro. Não é o mais bonito. É escandaloso. Me envergonha, às vezes. Mas quando ele sorri, o mundo se torna meu e a felicidade faz morada ali, entre a gente. Eu consigo ficar feliz e mesmo assim não tirar qualquer cara emburrada dele. Mas ele, não. Se ele sorri, me ganha sempre em gargalhadas.

Sempre.

O que eu vi nele?

Não sei muito bem.

Mas tê-lo aqui me dá uma sensação gostosa de que tudo que deu errado outrora foi para viver este momento. É até injusto, eu sei, mas antes dele, parece que o amor que dizia sentir era mera coceira no peito.
(Hugo Rodrigues)

Pra você

Couple
Você nem quis ouvir o que eu sentia
E é por isso que não deu pra te esperar
Você não entendeu o que eu queria
Era te levar daqui pra nunca mais
Ouvir dizer que eu não servia pra te fazer feliz

Fiz esse reggae pra você
Pra nunca mais se esquecer
Que eu ainda to aqui
E que não tem por que fugir
E quando ouvir cê vai saber
Que nada foi em vão, foi tudo por você
Deixa acontecer
(Onze:20)

16.4.14

Talvez seja amor

Leia ouvindo "Gravity - John Mayer"


Talvez, as vezes me falte palavras, me falte vontade, me falte opções de demonstrar o que insiste em ficar trancado aqui dentro. Todo mundo cai na vida, uma, duas, três vezes. E desiste de ir atrás das coisas mais importantes.
Talvez, mesmo que de um jeito errado, tu tenha me trazido o chão de volta, tu tenha te tornado um porto seguro, tu tenha buscado em mim esse sorriso sincero que eu tinha medo de expor, e entregar pra pessoa errada.
Talvez, não seja um momento, um ano, um século. Mas seja pra vida toda. Eu enxergo como sorte, como destino, como felicidade. As coisas parecem ficar tão boas quando os ventos sopram a favor de nós dois, que parece que um beijo dura horas, e mesmo assim eu me perco no tempo, parece que teu abraço é a moradia do meu aconchego, e nossos entrelaços se encaixam como num quebra-cabeça - exatamente perfeito do jeito que tem que ser.
Talvez, eu realmente não tenha coragem de te olhar no fundo dos olhos, mesmo depois de tanto tempo convivendo com ele. 
Talvez, se passem anos e eu sempre fique nervosa quando a gente faz amor, e eu sempre tenha medo de te perder quando te sinto longe, e eu sempre espere ansiosa por um jantar, por um cinema, como se fosse sempre a primeira vez.
Talvez, eu tenha caminhado na nossa direção sem perceber, e tenha aceitado todos os prós, contras, qualidades, defeitos, vontades, loucuras e sonhos. Por que, por ti, talvez valha a pena.
Sabe o que é? Talvez seja amor. Não paixão, amor de verdade, daqueles que nunca se apaga, nunca se esquece, nunca se questiona. Daqueles que vem pra não ir embora, e se vai, não demora muito pra voltar. Por que, se for pra ser, a sorte, o destino, a felicidade, dão um jeito de unir.
(Juliana Gonçalves)

4.4.14

Se você aparecesse

Photography
[...] Quer saber? Se você aparecesse, provavelmente eu viraria as costas e seguiria em outra direção. O mundo ficaria em stop motion para que cada passo na direção contrária a sua tivesse a duração de um filme do que não vivemos em sessão exclusiva pra mim.

O caminho da minha felicidade longe de você pode ser mais longo, mais cheio de curvas e talvez eu siga a vida inteira buscando o pote de ouro no final do arco-íris. Mas, se você quer mesmo saber, eu acho que a minha maior mudança em todos estes anos foi conseguir te enxergar exatamente do jeito que você é. E aí, quando eu te vi de verdade, eu percebi que prefiro ser metade.
-Marina Melz