8.12.14

A vida não cansa

E cada dia preciso conviver e aceitar tantas novidades que tenho deixado a ansiedade e a angústia apagarem qualquer sorriso. Mas agora essa. Mais essa. Tudo bem. Bem não, na verdade. Fico me questionando os erros. Eu te vejo pelas fotos e não sei se sinto falta ou se sinto muita falta. Quantas mudanças perdidas, mas sonhos esquecidos. Quanta história que ficou para trás, sem explicação alguma. Simplesmente deixaram de fazer sentido.
Talvez burros sejam os que esperam - eu. Realmente aquelas vontades nunca vão acontecer. Mas eu te aceitaria de volta, talvez.
Podia contar a cena, chegar de viagem e te encontrar em casa, um jantar, a cama arrumada e muito amor pra dar, e receber. Podia dizer que eu só abriria a porta da minha casa de novo, se quando  chegasse, ela ja estivesse aberta. Por que não vale abrir a porta da minha vida pra alguém que pede pra entrar. Eu nunca me atraí por clichês. Não preciso de príncipe com flores no portão. Eu quero deitado na minha cama. Simplesmente por que a gente era assim. Nunca fomos o certo, o normal, o tranquilo. Mas eu gostava desse nosso jeito. De não saber o que esperar mas no final do dia te ter na tela do meu celular me desejando boa noite. Por que entre tantas incertezas que a vida nos deu, eu gostava de fechar o olhos e acreditar que poderia te sentir por perto sempre que quisesse. Gostava.

-Juliana Gonçalves

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