
E talvez por isso eu nunca vá te perdoar. De dia, melhores amigos, de noite, melhores amantes. Como um encaixe perfeito, como a sintonia certa, como a companhia exata. Por que nós dois sempre fomos o refrão da música que tocava alto no carro e nos fazia rir, a brincadeira que nos aproximava mais mesmo parecendo impossível, o olhar que não precisava de palavra alguma pra descrever. Do início ao fim a gente dava certo. Sem uma vírgula, sem uma discordância, sem um descompasso. E nunca vou cansar de ler tudo que te escrevi, por que saudade não define o que ficou. A vida nos deu um mundo, o destino nos deu uma chance. E agora nós?
-Juliana Gonçalves