Sabe, assim, meio perdida, não irritada, nem decepcionada, nem triste, confusa, em um ano, tanta coisa mudou. Eu sei, que agora, nada mais é igual, não tenho as mesmas amizades, nem falo as mesmas besteiras, não luto pelos mesmos sonhos, nem sorrio pelos mesmos motivos. Só, tento conquistar um espaço, que nem ao menos sei se realmente é meu, não espero mais nada de ninguém, e também não me entrego. Escondo o que se passa aqui dentro, e também não sei se é certo, mas ainda me importo com o que me faz sofrer, e ainda amo mesmo tendo as consequências na minha frente. Faço de mais por quem não merece, e até confio por ingenuidade, enlouqueço por estar sozinha, ou parecer estar sozinha, por pensar que estou sozinha, por não ter alguém, ou até por não querer acreditar que tenho. Tudo por tentar evitar alguma lágrima numa noite, sem que ninguém possa ver, achando que quem faz alguma coisa de errado, sou eu. E mesmo assim, não consigo evitar.
JG
26.2.12
13.2.12
C.F.A.
"Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar."
6.2.12
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