31.10.13

Mas tudo bem, tá tudo bem.

oppen road | via Tumblr
Me engasgo ainda de ver as tuas fotos cheias de brilho e longes de mim. Escondo tão bem quanto a minha vontade de voltar no tempo. Azar, tudo isso já passou. Mas mentir pra si mesmo é a tentativa mais fracassada de se viver. Confio mais em ti do que em todos os meus atuais, futuros, sei lá. Acredito em cada sentimento teu, mesmo que eu só conheça eles pelo teu olhar. Agora, longe, eu vejo que alguém que se importa tanto comigo faz falta. Que se interesse pelos meus textos, poemas, desabafos. Que me admire enquanto eu falo - mesmo que seja besteira - fascinado pelo meu jeito. Que goste dos meus assuntos, das minhas manias, dos meus defeitos. E que conheça tudo de mim por dentro e por fora e mesmo assim não reclame: nem dos meus ataques, nem dos meus ciúmes. Não que o presente não me complete - nem que eu esteja infeliz. Mas agora é diferente. Nem melhor, nem pior. Diferente.
Não sinto saudade, nem arrependimento. Sinto falta de alguns momentos. Algumas palavras. Alguns sorrisos. Por que eu posso fingir, ou omitir o quanto eu me importo. Mas coração não se engana. E basta te ver feliz de longe que muda tudo. Não és mais feliz aqui. Nem por causa de mim. São outros sorrisos, outros motivos, outras. Mas tudo bem. Tá tudo bem. De verdade. São só alguns pensamentos avulsos.
-Juliana Gonçalves

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