16.4.14

Talvez seja amor

Leia ouvindo "Gravity - John Mayer"


Talvez, as vezes me falte palavras, me falte vontade, me falte opções de demonstrar o que insiste em ficar trancado aqui dentro. Todo mundo cai na vida, uma, duas, três vezes. E desiste de ir atrás das coisas mais importantes.
Talvez, mesmo que de um jeito errado, tu tenha me trazido o chão de volta, tu tenha te tornado um porto seguro, tu tenha buscado em mim esse sorriso sincero que eu tinha medo de expor, e entregar pra pessoa errada.
Talvez, não seja um momento, um ano, um século. Mas seja pra vida toda. Eu enxergo como sorte, como destino, como felicidade. As coisas parecem ficar tão boas quando os ventos sopram a favor de nós dois, que parece que um beijo dura horas, e mesmo assim eu me perco no tempo, parece que teu abraço é a moradia do meu aconchego, e nossos entrelaços se encaixam como num quebra-cabeça - exatamente perfeito do jeito que tem que ser.
Talvez, eu realmente não tenha coragem de te olhar no fundo dos olhos, mesmo depois de tanto tempo convivendo com ele. 
Talvez, se passem anos e eu sempre fique nervosa quando a gente faz amor, e eu sempre tenha medo de te perder quando te sinto longe, e eu sempre espere ansiosa por um jantar, por um cinema, como se fosse sempre a primeira vez.
Talvez, eu tenha caminhado na nossa direção sem perceber, e tenha aceitado todos os prós, contras, qualidades, defeitos, vontades, loucuras e sonhos. Por que, por ti, talvez valha a pena.
Sabe o que é? Talvez seja amor. Não paixão, amor de verdade, daqueles que nunca se apaga, nunca se esquece, nunca se questiona. Daqueles que vem pra não ir embora, e se vai, não demora muito pra voltar. Por que, se for pra ser, a sorte, o destino, a felicidade, dão um jeito de unir.
(Juliana Gonçalves)

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