
Entrei no carro, liguei o som, escolhi a música e fiquei com a mão escorada na tua nuca te fazendo carinho, como de costume, vendo o sol cair. Cantamos a única parte da música que os dois sabem, fizemos caretas, rimos das nossas bobagens. A gente brinca pelo olhar, se entende mesmo se for de longe, e quanto mais tempo demora de um lugar a outro, mais a gente se implica e curte o momento. Parece que flui, não tem limite pro fluxo que acontece entre nós dois. [...]
-Juliana Gonçalves
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