12.7.13

Inferno astral

legs
Uma gota d'água pra um fim de dia pesado, de olhos inchados, cabelo mal presto, camisa velha e um short qualquer. Sem muitos compromissos nem muitas vontades, talvez uma xícara de café que suma com o sono e... Basta. A cabeça não parou um segundo, imunidade baixa, corpo cansado e querendo férias da vida por quem sabe alguns dias ou meses ou... Não sei. Um limite de paciência, sem anseio pra sorrir. Talvez esteja beirando o abismo há tempos, e sempre penso que chegou a hora de me jogar pra fora desses metros quadrados com gente estressante e frívola e fria e sem metas.
Me entreguei aos sonhos mais distantes, os planos que tinha deixado de lado e espero pra ver onde dará. Uma volta e meia na vida, não se vive dois dias iguais e o tempo passou correndo aqui na rua agora a pouco. Mal notei. Nem se quer percebi que as pessoas mudaram. Ou talvez tenha visto, só não tenha querido enxergar. É um erro rotineiro que faço inconscientemente - não querer enxergar.
Ando cansada pelos cantos, me escorando nas desculpas que uso pra não mudar. Não queria mudar sozinha, queria ajuda. Na verdade queria família aqui por perto, queria família, e não isso. Mas também queria independência, quase conto os dias para vê-la na minha frente mesmo sem saber quando chegará. Queria uma cama grande em um quarto pequeno, com a janela aberta para ver o céu, mas tudo escuro. Queria paz. Queria tanta coisa...
Pra sair alguma palavra hoje, só assim. Não escrevo mais nada, não consigo, na verdade nem tento. Não sei o que anda acontecendo. Não tenho pensando no que sinto, ando ocupada demais com os meus planejamentos - não práticos - de dias alheios que eu espero me darem bons retornos e resultados.
Inferno astral, talvez.
-Juliana Gonçalves

Nenhum comentário:

Postar um comentário