
Me perco sentada no sofá afundada em todas as nossas lembranças. Não há o que me faça esquecer o nosso sorriso singelo das manhãs acordando juntos e contemplando os raios de sol. Caminhar sem te dar a mão parece vazio, e o que resta de mim vagueia pela beira da praia sozinha, sentindo o vento bater. Vejo o quanto tudo isso se tornou frívolo e frio e estranho sem companhia. Ando perdida, com medo do fato de não ter rumo, e sorridente por não querer saber o que será do meu futuro.
E os planos que guardei, os sonhos que eu desenhei, eras tu que me fazia querer. E agora eu tenho que ser o meu incentivo, e o meu amor próprio. Tenho que ser o bastante para não precisar da mensagem de bom dia, das ligações inesperadas, dos presentes singelos, e das palavras soltas. [...]
-Juliana Gonçalves
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