Naquele dia,
lá no banco,
pensando em nada,
passando o tempo.
Ela sabia,
ele não,
do que tinha acontecido
há tanto tempo.
Ele então falou
com a mesma boca
do mesmo jeito
aquela palavra,
e me veio em mente
a lembrança dele
com a mesma boca
daquele jeito
falando exatamente aquela palvra.
Eu pedi que parasse,
implorei que parasse,
mas por implicancia
ele não parou.
E de repente meus olhos se encheram d'água
e foi quando ela, que sabia,
contou:
trazia a lembrança de um primo
que tinha ido e nunca mais voltou.
JuG
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