Era hora de ir para a cama, e o coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do coelho pai. Ele queria ter certeza de que o coelho pai estava ouvindo.
- Adivinha quando eu te amo - disse ele.
- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o coelho pai.
- Tudo isto - disse o coelhinho, esticando os braços o mais que podia.
Só que o coelho pai tinha os braços mais compridos. E disse:
- E eu te amo tudo isto!
Hum, isso é um bocado pensou o coelhinho.
- Eu te amo toda a minha altura - disse o coelhinho.
- E eu te amo toda a minha altura - disse o coelho pai.
Puxa, isso é bem alto, pensou o coelhinho. Eu queria ter braços compridos assim. Então o coelhinho teve uma boa ideia. Ele se virou de ponta-cabeça, apoiando as patinhas na árvore.
- Eu te amo até as pontas dos dedos dos meus pés!
- E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés - disse o coelho pai, balançando o filho no ar.
- Eu te amo a altura do meu pulo!
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